Dispositivos e comparativosAnticalcário EF-i: as 12 perguntas que fazem os instaladores
Reunimos as perguntas que se repetem em cada visita técnica e respondemos sem rodeios: o que acontece ao calcário, que manutenção prometer ao cliente, como se monta, que calibres cobrem cada instalação e com que equipamentos convive. Com o vídeo completo da FAQ.

Há uma pergunta que aparece em todas as visitas técnicas, quase sempre com as mesmas palavras: «e o calcário, para onde vai?». Por trás dela há outras onze que se repetem com a mesma insistência, e todas têm resposta concreta. Este artigo reúne-as pela ordem em que costumam surgir, para que um instalador possa resolvê-las à frente do cliente sem procurar numa ficha técnica.
O que faz o equipamento, numa frase
O EF-i é um equipamento de tratamento físico da água para circuito aberto, ou seja, para toda a instalação de canalização de uma habitação, um edifício, um condomínio ou uma unidade industrial. Faz três coisas ao mesmo tempo, de forma automática e sem que ninguém intervenha:
Aumenta o poder dissolvente da água
A geometria interna cria um vórtice que multiplica a energia cinética da água. Em vez de deixar o calcário depositar-se, a água arrasta-o.
Transforma o calcário incrustante
Um estreitamento tipo Venturi acelera o caudal e faz vibrar os cilindros internos de aço inoxidável. As ondas sonicofísicas de baixa frequência resultantes convertem a calcite em microcristais sem capacidade de aderir.
Elimina o calcário que já estava lá
Essas mesmas ondas propagam-se pela tubagem e vão fragmentando as camadas existentes. É o efeito curativo: o equipamento não só previne, também limpa o anterior.
Sem eletricidade. Sem sal. Sem produtos químicos. Sem manutenção. E com 10 anos de garantia.
1. Para onde vai o calcário? E de que me serve isso?
O calcário não desaparece da água, e convém dizê-lo assim de forma clara porque qualquer outra resposta gera desconfiança assim que o cliente olha para uma análise. O que o equipamento faz é mudar-lhe a forma. O calcário incrustante, a calcite, transforma-se em microcristais que não têm capacidade de aderir nem às paredes da tubagem nem a qualquer componente. Atravessam a instalação sem se colarem e saem pelos esgotos com o caudal normal da água.
De que serve: as tubagens não se obstruem, as caldeiras, os termoacumuladores, os permutadores e os eletrodomésticos não acumulam crosta, mantém-se o caudal e mantém-se a eficiência térmica. E ainda por cima o efeito curativo vai retirando o que já lá estava. Não é que não se faça nada com o calcário: é que se gere da forma mais eficiente possível, sem químicos e sem manutenção.
2. Que manutenção tem? 3. Que consumos acrescenta?
Nenhuma, e esta é a resposta honesta. Não há filtros para mudar, não há sal para repor, não há visitas técnicas periódicas obrigatórias e não há revisões. O equipamento é completamente autónomo. É fabricado em aço inoxidável INOX 316L, o mesmo que se usa na indústria alimentar e médica, e não tem partes móveis que se desgastem de forma convencional.
Em consumos, o mesmo: não consome eletricidade, não precisa de sal, não precisa de produtos químicos e não precisa de filtros. O consumo adicional após a instalação é zero.
Para o instalador este é um argumento comercial de primeira ordem. Quando vende algo a um cliente e não tem de voltar por avarias nem por consumíveis, isso gera confiança e fideliza. Quando o que vende exige voltar todos os anos, a relação é outra.
4. Quanto dura o equipamento?
A garantia oficial é de 10 anos. Há algo importante a acrescentar: não tendo partes móveis nem consumíveis, a vida útil real vai bastante além dessa garantia. A DRAG'EAU instala equipamentos desde 2011 e os primeiros que se colocaram continuam a funcionar. A durabilidade do inox 316L num ambiente de água é praticamente indefinida em condições normais.
5. É fácil de instalar? Onde vai exatamente?
Instala-se na alimentação geral de água fria, a jusante do contador ou do filtro de sedimentos se existir. A ligação é de rosca padrão, tal como qualquer outro acessório de canalização. Qualquer instalador o monta em menos de uma hora.
Só há duas condições a respeitar, e ambas são importantes:
- Troço reto de 20 cm no mínimo antes e depois do equipamento, sem cotovelos, válvulas nem derivações pelo meio. É o que permite que o efeito vórtice se gere corretamente. Se não se respeitar, o equipamento não rende o que deve.
- Não se solda diretamente sobre o equipamento. Primeiro solda-se a tubagem, deixa-se arrefecer e depois enrosca-se o dispositivo. Soldar sobre o corpo compromete as juntas.
6. O material da tubagem importa?
Não. O equipamento é compatível com qualquer material: cobre, aço, PVC, PE, multicamada, polipropileno. O efeito gera-se dentro do dispositivo e as ondas propagam-se pela água, não pela parede da tubagem, por isso o material não condiciona o resultado. É uma vantagem considerável em instalações antigas, onde se encontra de tudo e nem sempre documentado.
7. Que calibres existem?
A gama cobre desde a moradia unifamiliar até à instalação industrial. Os calibres pequenos são de rosca; a partir de DN65 a montagem passa a flange PN16.
| Referência | Ligação | Diâmetro nominal | Caudal máximo | Montagem |
|---|---|---|---|---|
| EF-i15 | ½″ | DN15 | 0,9 m³/h | Rosca fêmea |
| EF-i20 | ¾″ | DN20 | 2,7 m³/h | Rosca fêmea |
| EF-i25 | 1″ | DN25 | 4,2 m³/h | Rosca fêmea |
| EF-i32 | 1″¼ | DN32 | 5,9 m³/h | Rosca fêmea |
| EF-i40 | 1″½ | DN40 | 11,2 m³/h | Rosca fêmea |
| EF-i50 | 2″ | DN50 | 17,8 m³/h | Rosca fêmea |
| EF-i65 | 2″½ | DN65 | 27 m³/h | Flange PN16 |
| EF-i80 | 3″ | DN80 | 41 m³/h | Flange PN16 |
| EF-i100 | 4″ | DN100 | 87 m³/h | Flange PN16 |
| EF-i150 | 6″ | DN150 | 285 m³/h | Flange PN16 |
Dados das fichas técnicas oficiais. Os três calibres mais habituais são EF-i15 e EF-i20 em habitação, EF-i25 em edifício coletivo e serviços, e EF-i50 em instalações de grande caudal.
Para dimensionar não basta o diâmetro da tubagem: é preciso olhar para o caudal de ponta real da instalação. O configurador faz esse cruzamento, e as fichas por calibre estão na documentação técnica.
8. Tem perda de carga? E desgaste por fricção interna?
São duas perguntas que andam juntas porque têm resposta relacionada. A perda de carga existe, como em qualquer acessório intercalado numa tubagem, mas é reduzida e comparável à de um filtro de sedimentos padrão. Em instalações normais não representa um problema.
Quanto ao desgaste: o equipamento gera o efeito vórtice e as ondas através da geometria interna e dos cilindros de inox, mas essa vibração é de baixa intensidade. Não há erosão significativa, e é precisamente isso que permite garantir dez anos de vida útil sem manutenção.
9. Quais são as pressões e temperaturas admissíveis?
A gama cobre com folga as pressões habituais de rede na Península, que normalmente se situam entre 2 e 6 bar. Em temperatura, a margem permite montar o equipamento também em linhas de água quente sanitária e até em aplicações industriais de alta temperatura.
10. É compatível com um descalcificador ou uma osmose?
Totalmente. Se já houver um descalcificador instalado, o EF-i coloca-se a montante, antes do descalcificador, e potencia o seu efeito: como a água já não incrusta, pode ajustar-se-lhe uma dureza residual mais alta e o seu consumo de sal baixa. Com uma osmose inversa não há interferência possível, porque trabalha no ponto de consumo.
O que costuma acontecer depois é que o cliente descobre que o seu descalcificador já não lhe parece imprescindível, e há quem acabe por retirá-lo. É a sua decisão: a compatibilidade está garantida em qualquer caso. A comparação completa entre ambas as tecnologias está neste artigo.
11. Afeta a qualidade da água? Pode continuar a beber-se?
Sim, a água continua a beber-se exatamente igual, e a dúvida é totalmente legítima. O EF-i não altera a composição química da água: não elimina minerais, não acrescenta qualquer substância e não modifica o pH. A única coisa que muda é a estrutura física do calcário, de calcite incrustante para microcristais não incrustantes. A água continua a ser a mesma, com os mesmos minerais e o mesmo sabor.
O equipamento conta com a Attestation de Conformité Sanitaire (ACS), a certificação francesa que autoriza o seu uso em instalações de água potável, incluindo estabelecimentos que atendem o público. E soma certificação TÜV SÜD alemã e DVGW. Estão todas detalhadas em certificações.
12. Funciona com água de furo?
Pode funcionar, mas há que analisar caso a caso. O EF-i está concebido e otimizado para água de rede pública. A água de furo pode ter uma composição muito variável, com níveis de dureza díspares e presença de ferro ou de manganês, e isso condiciona o rendimento. Se o cliente tem furo, o correto é uma avaliação específica antes de instalar, não uma promessa.
Outras perguntas que aparecem em obra
Pode instalar-se na horizontal e na vertical?
O equipamento admite ambas as posições desde que se respeite o troço reto de 20 cm antes e depois. O que não se deve fazer é montá-lo imediatamente a seguir a um cotovelo, uma válvula ou uma derivação, seja qual for a orientação.
É preciso bypass?
Não é obrigatório porque o equipamento não exige manutenção nem colocação fora de serviço. Em instalações coletivas instala-se na mesma por critério de exploração, para poder isolar o troço sem cortar o abastecimento geral.
Quanto tempo demora a notar-se o efeito?
A ação preventiva é imediata: desde o primeiro momento o calcário que passa deixa de ser incrustante. O efeito curativo sobre o depósito já existente é progressivo e depende do estado de partida. Em instalações muito incrustadas conta-se em semanas ou meses.
Pode instalar-se só na linha de água quente?
É preferível instalá-lo na alimentação geral de água fria, antes da separação, porque assim protege toda a instalação com um só equipamento. Montá-lo apenas na linha de AQS deixa por tratar a rede de água fria, as torneiras e os eletrodomésticos.
O que digo ao cliente que vai notar?
Que deixem de aparecer depósitos novos em torneiras e resguardos, que o caudal de água quente estabilize e que a crosta existente ceda de forma progressiva. O que não vai notar é uma mudança de sabor nem uma alteração na análise de dureza, e convém dizer-lho antes para que não o interprete como uma falha.
Como me torno instalador ou distribuidor oficial?
Através da rede de distribuição da DRAGEAU Ibérica, que cobre Espanha, Portugal e Andorra. Na página de distribuidores está o localizador e o acesso à inscrição de novos pontos.
Como apresentá-lo a um cliente
Responder bem às perguntas técnicas é metade do trabalho. A outra metade é a ordem pela qual se conta. Este vídeo percorre o argumentário comercial dos dois equipamentos.
Sobre este artigo
Redigido pela equipa técnica da DRAGEAU Ibérica com base nas fichas técnicas da gama, nos certificados dos produtos e na experiência adquirida em instalações em Espanha, Portugal e Andorra. Os intervalos e as estimativas são assinalados como tais no texto.
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